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Por Redação Yahoo! Brasil
Mais de 17 anos depois, Spencer Elden – que ficou conhecido como o bebê que ilustra a capa do álbum “Nevermind”, do Nirvana – volta a mergulhar em uma piscina na Califórnia atrás de um dólar.
O agora adolescente recriou a capa do disco, lançado em 1991, e que alavancou a carreira da banda liderada por Kurt Cobain e o tornou um dos bebês mais famosos do rock. Na foto, divulgada pelo site da MTV americana, Spencer aparece de bermuda, deixando de lado o nu inicial da capa original do Nirvana.
“É estranho pensar que muitas pessoas já me viram pelado. Eu me sinto como o maior astro pornô do mundo”, disse o adolescente ao site da MTV.
A foto original foi tirada pelo fotógrafo Kirk Weddle e a família de Spencer Elden recebeu a bagatela quantia de US$ 200. Em 2001, o garoto já havia reproduzido a foto para um reportagem da revista Rolling Stone. E em 2003, Elden também posou para outra capa disco: “The dragon experience”, da banda cEvin Key.
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Juquinha era um garoto normal pra sua idade e época – tinha 13 anos, em meados do século 19. Galego descendente de holandeses, cuja família havia se mudado da decadente Pernambuco para os arredores da Corte, no Rio de Janeiro de Pedro II. Na verdade, seu nome de batismo (em pias calvinistas) era Jochen. Virou Juca por força da maioria mestiça.
Já estava saindo da idade da bolinha de gude para a idade das grandes aventuras e putarias. Seu buço começava a nascer, algumas espinhas também, e nem sempre suas madeixas loiras estavam penteadas – madeixas que poderiam fazer sucesso entre o público feminino se não ocorresse a tragédia.
Era a novidade na corte a máquina fotográfica, o próprio Imperador um adepto fervoroso da nova tecnologia, Juquinha também. E o menino adorava posar para fotografias, nas ruas da capital fotógrafos se multiplicavam feito estrume dos cavalos das carruagens. Como a família era abastada, podia se dar o luxo de pagar por várias fotos.
Só que as fotos tinham um problema incontornável – não eram coloridas, não faziam jus às madeixas loiras e olhos azuis piscina de Juquinha. Por mais que se utilizasse de tintas para retocar a foto, nunca ficava a mesma coisa.
Passou a pesquisar se já havia alguém pelas europas fotografando a cores, e nada, sem notícias. Pediu aos seus pais que pesquisassem e não havia jeito, era cientificamente inviável. Juquinha passou a olhar-se horas no espelho, imóvel, como se estivesse na fotografia, se pudesse, como Narciso, mergulhava e não voltava mais.
Eis que surgiu um fotógrafo que bateu a porta de sua casa e disse: aqui mora o garoto Juca? E ele: mora, sou eu, qual é a sua graça? E o fotógrafo, que carregava todas as suas tralhas: tiro fotos coloridas, a mais nova novidade do velho mundo, e por um preço barato…
O menino abriu o portão e a porta de casa empolgado: vá entrando, por favor, meus pais não estão em casa. O fotógrafo armou o tripé e sobre ele, uma máquina fotográfica como outra qualquer. Juquinha olhou desconfiado da “maravilha”: e funciona? O outro: claro, não se preocupe.
Juquinha repartiu seus cabelos loiros e passou um creme para fixá-los. Ensaiou seu sorriso especial, tomou cuidado com a luz que deveria estar em perfeito acordo com a cor de seus olhos, passou um pó no rosto para disfarçar espinhas e dar uma coloração mais saudável. E sorriu diante do homem.
Quando os pais de Juquinha chegaram, nem sinal do filho ou fotógrafo. Chamaram a polícia, mas nada foi descoberto. Ou quase nada. A única evidência foi um papelzinho de bala, escrito “balas juquinha”, na qual havia um rostinho loiro e sorridente de olhos azuis, o rostinho de Juquinha estampado. Mas não
descobriram que bala era essa, quem as fabricava, nada. E o caso caiu no esquecimento.
Eduardo Weller
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